quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A QUEM IREMOS?



PE. PAULO BAZAGLIA


Seguir Jesus é no fundo um ato de fé no Deus que se doa e quer ser alimento para todos.
 Sem a fé as exigências de Jesus não serão mais que palavras duras, impossíveis de seguir.

Os discípulos que abandonam Jesus  nos levam a pensar nas opções fundamentais que fizemos na vida.
Encontramo-nos  com Jesus na oração,alimentamo-nos dele na eucaristia,,ouvimos sua palavra... Mas e nosso compromisso com ele?
 Estamos reconhecendo o Mestre nos acontecimentos, deixando que sua palavra se faça viva em nós?


Jesus se encontra a vida sem fim e de que segui-lo com fé é permitir que seu Espírito continue gerando vida para o mundo..
 Num mundo faminto de pão e carente de vida, queremos professar que ninguém, além de nosso mestre, pode saciar nossa fome mais profunda.. 
Afinal a quem poderia mos ir senão à Fonte da vida? 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A NATUREZA CHORA SILENCIOSAMENTE!

A NATUREZA CHORA SILENCIOSAMENTE!

Gracinda Calado


Onde eram flores, rosas e chorões,
Hoje são plantas daninhas, lodos e musgos...
Nas encostas verdejantes, tapetes de avencas,
Hoje, plantas selvagens nascidas nos grotões!

Os rios já não correm mais com tanta coragem,
Os pássaros já não cantam mais suas canções,
Tudo perdeu o sabor e a cor, não há aragem,
Só sequidão, devastação no coração da serra!

O orvalho da manhã cai preguiçosamente
Das pétalas das rosas em extinção secreta.
Não se ouve no telhado o canto da cotovia,
Partiu sem dizer nenhum adeus saudosamente!

A natureza chora o silencio da escuridão da mata,
Ninguém ouve o seu soluço de agonia e dor.
Suas lágrimas caem tal a seiva das plantinhas,
Que morrem ao calor do sol que lhes maltrata!

O rio corre sempre lentamente todo ano,
Como um velho caminhando em ziguezague.
Roubaram-lhe as forças de seguir andando,
Rumo ao destino puro e natural do oceano!

O vento agora passa ligeiro como quem domina
A vida, cheia de verdes e amarelos caules,
Devasta tudo de maneira atrevida e pequenina,
Nos ricões da serra, nas cidades e nos sertões.

Como era linda a natureza em festa e cor!
Quando os pardais faziam belos festivais,
Todos cantavam para agradecer a vida,
Nas manhãs de lindos e dourados  matinais!

Um dia choraremos a falta do verde e da campina,
Da luz do luar, do canto do galo e do rouxinol,
Da água caindo em dias de chuva na colina,
Do verde do mar, do canto dos pássaros e do arrebol!